Os desafios dos carros elétricos no Brasil

20 de julho de 2017 por Ticket Log em Tendências
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Durante o WeMuv Summit, o diretor de vendas da Build Your Dreams (BYD), Carlos Roma, participou do painel sobre os automóveis elétricos e compartilhou os avanços desse tipo de mercado no Brasil. Esse veículos utilizam propulsão por meio de motores elétricos e, além de serem mais silenciosos do que os de motores de combustão interna, fazem parte do grupo dos automóveis denominados zero emissões ou “carros verdes”, ou seja, não emitem quaisquer gases nocivos para o meio ambiente.

A mobilidade elétrica, de acordo com o Roma, terá um grande “divisor de águas” quando o custo da bateria baixar ao redor do mundo, pois a parte mais sensível do “corpo humano” – isto é, o bolso – será menos afetada. Desta forma, as pessoas conseguirão adquirir esses veículos mais facilmente. “É consenso na indústria automotiva que os carros elétricos vão decolar nos países desenvolvidos quando a bateria baixar para US$ 100,00 por kWh. No Brasil de hoje, é difícil fazer previsões a esse respeito. Não sou bom com previsões, mas em maio desse ano lançaram um estudo que prevê que em 13 anos, nos EUA, 90% das milhas viajadas serão elétricas, autônomas e compartilhadas”, afirma.

Roma ainda destaca que mais de 4 mil “carros verdes” estão rodando no Brasil atualmente, entre eles ônibus e caminhões de lixo que já fazem parte do cotidiano da cidade de Campinas. Na mesma linha, há planos para que a cidade de São Paulo tenha uma frota de ônibus elétricos para servir ao cotidiano do paulistano.

No entanto, ainda existem barreiras e Roma acredita que uma das formas de superá-las é com a “economia de escala”, que ocorre quando o custo médio de produção fica mais barato à medida que aumenta a quantidade de produtos produzidos. “Hoje, a escala vem de gerarmos negócios no segmento B2B, que é o segmento capaz de investir mais, para ter economia em seu fluxo de caixa de forma sustentável e cuidando para que entreguemos às novas gerações um mundo melhor do que o que recebemos”, destaca.

Além de criar a economia de escala no B2B para baratear os preços futuros do B2C, Roma diz que a BYD também trabalha para educar o governo no sentido de que incentivar a produção de energias limpas e renováveis custa menos para o governo. “O SUS gasta quase R$ 2 bilhões por ano nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com internações oriundas de um poluente da combustão do Diesel, o material particulado, sem contar os outros poluentes, outras cidades, e, claro, o C02 e as mortes de 7 mil pessoas em São Paulo por ano decorrente da poluição. E sabemos que vidas não têm preço. Além disso, aqui no Brasil trabalhamos em questões estratégicas que, em breve, poderemos revelar e que vão ajudar o país a embarcar cada vez mais nessa estrada”, explica o diretor de vendas da BYD.

Segundo o site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, temos muito mais tomadas no Brasil do que os 38.535 postos de combustível. E no caso de condomínios de apartamentos, Roma afirma que já temos hoje eletropostos inteligentes de carga rápida que podem ser instalados nos prédios, os quais individualizam o consumo de eletricidade de cada usuário tal qual o consumo de água, gás e luz. “Nosso desafio como indústria é tornar o elétrico mais barato que o a motor de combustão interna, com a mesma autonomia e escala de produção. Estamos no caminho e vamos conseguir!”, finaliza.

 

 

 

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